A casa da pólvora é um local de armazenamento de armas e munições. Como todos sabemos, a pólvora (mistura inflamável e explosiva de enxofre, carvão e salitre) é o único explosivo usado em canhões e carabinas.

Portanto, era necessário armazenar uma grande quantidade desse material para fins de guerra. No Brasil dos séculos 17 e 18, essas casas foram construídas para armazenar munições e armas para combater invasores e defender territórios.

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Em João Pessoa, terceira capital mais antiga do Brasil, fundada em 1585 com o nome de Nossa Senhora das Neves, havia pelo menos três dessas casas, uma na Rua Nova, hoje General Osório; outro no Passeio Geral, na Rua Rodrigues Chaves; e Ladeira de São Francisco. As duas primeiras foram totalmente destruídas pelos efeitos do tempo, restando apenas essa da Ladeira de São Francisco.

Construção

Em 18 de agosto de 1704, sob a liderança do então capitão Fernão de Barros Vasconcelos, em substituição à anterior que se localizava muito perto da aldeia ameaçando a população.

Segundo dados históricos, a construção parece ter sido interrompido e só foi concluído em 1710. Já sob a gestão do capitão-mor João da Maia da Gama.

Foi construído em posição estratégica para servir também de mirante para o Porto Capim (nome popular dado ao Porto do Varadouro, principal porto de João Pessoa antes da construção do porto de Cabedelo) e para o rio Várzea paraibana.

Segundo pesquisadores do assunto, a autenticidade do paiol da Ladeira de São Francisco foi comprovada pelo material utilizado em sua construção, como os blocos irregulares de calcário que serviram para a construção dos edifícios da região, e a semelhança com outras estruturas da época, principalmente com os mosteiros de São Francisco , São Bento e Carmo.

Esses blocos foram colados com uma argamassa argilosa-cal, feita com as mesmas pedras que hoje podem ser vistas na Casa da Pólvora e em outros edifícios já mencionados.

O teto da Casa da Pólvora é em forma de cúpula, feito de tijolos e cimento conectado para torná-lo mais forte e solidário. A fachada principal está voltada para oeste.

As dimensões externas do edifício são de aproximadamente dezenove por seis metros. Os dois cantos norte e sul correspondentes à frente principal são formados por pedras lapidadas. A entrada para a única porta na frente da casa foi cuidadosamente esculpida.

Acima da porta está a coroa do reino de Portugal e abaixo dela uma lápide quadrada com a seguinte inscrição:

Reinando em Portugal o muito alto e poderoso Senhor Nosso D. João V governando esta Capitania João da Maia da Gama se fez este armazém. Ano de 1710.

Por fim, pode-se dizer que a construção de uma estrutura relativamente simples cumpriu seu papel em tempos de lutas e invasões.

A histórica Casa da Pólvora de João Pessoa se tornou uma das atrações turísticas da cidade.

A capital paraibana é conhecida como Porta do Sol por estar localizada na Ponta do Seixas, ponto mais oriental das Américas.

A Casa da Pólvora foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 24 de maio de 1938, e hoje funciona como sede do Museu de Fotografia Walfrido Rodriguez, que abriga importante acervo fotográfico da cidade.

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